Agora vejo que não tenho mais nada,
Todo esse excesso me impõe minha pobreza...
E tudo o que sentia, agora amortece minha alma.
Não sei mais como não sentir...
E o que vejo é escuro;
Do silêncio que ouço, o barulho me atordoa...
Prefiro errar mais a te magoar.
Eu minto, eu dissimulo.
Eu não quero, mas eu te amo.
E a tua compreensão fica por conta da real falta de entendimento que tenho de mim.
A clareza dos sentimentos ainda me cega,
E o conforto nada mais é que a dor camuflada de controle.
Temo tudo o que insisto em amar em ti
Eu não quero mais.
É insano o um querer e burro o meu tentar.
É errada minha verdade.
E dolorido meu sentir.
Mas é feliz minha nostalgia em te amar.
domingo, 20 de janeiro de 2008
Verdades...
Odeio te amar tanto assim,
Me doe a falta dos teus abraços
E o beijo que nunca provei, me assombra.
Tua voz é presença constante em minha memória.
Da tua falta se estrutura meu desespero
E pelo teu olhar se perde minha paz
Tua presença me machuca, pela distância.
Teu cheiro me acalma, me conforta...
Te traz pra perto de mim
Preciso de você, mesmo que longe...
Mesmo que no meu coração...
Me doe a falta dos teus abraços
E o beijo que nunca provei, me assombra.
Tua voz é presença constante em minha memória.
Da tua falta se estrutura meu desespero
E pelo teu olhar se perde minha paz
Tua presença me machuca, pela distância.
Teu cheiro me acalma, me conforta...
Te traz pra perto de mim
Preciso de você, mesmo que longe...
Mesmo que no meu coração...
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Sem cair...
As estrelas já não caem mais,
Mas também não as vejo...
As noites estão mais escuras
E os dias, não me lembro como são...
Ando sem ter a certeza dos passos
E a escuridão já não assusta mais.
A distância em nada diminui a dor,
E o tempo não consola.
Os sentimentos se perdem em meio ao que vejo
Em meio a sua falta, que insiste em crescer.
As lagrimas ainda embaçam meu olhar, já turvo pela solidão,
E as estrelas já não caem...
Minhas falas em outros tempos já disseram mais
E eu já andei sabendo onde pisava,
Já busquei e desisti de buscar o que preciso
E agora espero que elas acabem, que caiam até a última...
Espero e sei que o faço em vão
Perdido e desesperançado com a escuridão que me norteia
Cego em só te ver.
Insensível em não sentir nada além de você, que não esta aqui.
Espero já que meus passos se cansaram
E eu ainda tenho muito pra andar
Mesmo que as luzes não me iluminem mais
E mesmo que meus versos continuem sendo confusos
Pelo imenso espaço que descobri ter sem você.
Mas também não as vejo...
As noites estão mais escuras
E os dias, não me lembro como são...
Ando sem ter a certeza dos passos
E a escuridão já não assusta mais.
A distância em nada diminui a dor,
E o tempo não consola.
Os sentimentos se perdem em meio ao que vejo
Em meio a sua falta, que insiste em crescer.
As lagrimas ainda embaçam meu olhar, já turvo pela solidão,
E as estrelas já não caem...
Minhas falas em outros tempos já disseram mais
E eu já andei sabendo onde pisava,
Já busquei e desisti de buscar o que preciso
E agora espero que elas acabem, que caiam até a última...
Espero e sei que o faço em vão
Perdido e desesperançado com a escuridão que me norteia
Cego em só te ver.
Insensível em não sentir nada além de você, que não esta aqui.
Espero já que meus passos se cansaram
E eu ainda tenho muito pra andar
Mesmo que as luzes não me iluminem mais
E mesmo que meus versos continuem sendo confusos
Pelo imenso espaço que descobri ter sem você.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Inodoro
Será que você não percebeu?
Agora não tenho mais aquele cheiro.
Não me trate como caça.
Não me procure insanamente em você.
Ainda tenho o que você busca,
Mas não me culpe pelo que não desejo
Não me puna, por ter sentido.
Estou limpo.
Não me ofereça o que me atrai.
Eu não aceito mais.
Não me peça,o que não devo dar.
Eu tenho medo,
E você já percebeu,
Não tenho mais esse cheiro,
Me sinto acuado,
Culpado.
So quero estar limpo.
Não me olhe, sem conclusões.
Assim, sem estar, ficamos melhor.
Sem medo e sem culpa.
Agora não tenho mais aquele cheiro.
Não me trate como caça.
Não me procure insanamente em você.
Ainda tenho o que você busca,
Mas não me culpe pelo que não desejo
Não me puna, por ter sentido.
Estou limpo.
Não me ofereça o que me atrai.
Eu não aceito mais.
Não me peça,o que não devo dar.
Eu tenho medo,
E você já percebeu,
Não tenho mais esse cheiro,
Me sinto acuado,
Culpado.
So quero estar limpo.
Não me olhe, sem conclusões.
Assim, sem estar, ficamos melhor.
Sem medo e sem culpa.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
De vagar, dor...
E agora vai, bem de vagar e sem parar...
Sem errar, sem viver.
De vagar, lentamente acabando,
Aos poucos e certo.
Assim acaba,
Termina o que não teve fim;
De vagar ruínas.
Na memória histórias, lembranças.
Invadido e indefeso.
De vagar a dor,
Sem fim e sem mais doer.
Sem mais espaço pra sentir,
Afeiçoado.
De vagar,
Lentamente...
Calma e sensata,
Vitoriosa em meu ser.
Judiciosa em ser
Atroz em doer,
Sem fim, execrado.
De vagar em doer...
Pulsar e doer...
Viver e aceitar...
Dolente.
Sem errar, sem viver.
De vagar, lentamente acabando,
Aos poucos e certo.
Assim acaba,
Termina o que não teve fim;
De vagar ruínas.
Na memória histórias, lembranças.
Invadido e indefeso.
De vagar a dor,
Sem fim e sem mais doer.
Sem mais espaço pra sentir,
Afeiçoado.
De vagar,
Lentamente...
Calma e sensata,
Vitoriosa em meu ser.
Judiciosa em ser
Atroz em doer,
Sem fim, execrado.
De vagar em doer...
Pulsar e doer...
Viver e aceitar...
Dolente.
domingo, 16 de dezembro de 2007
De volta...
Tão certo quanto a morte, é que todo escritor um dia vai ter um bloqueio criativo e vai ficar um tempo sem escrever. Os motivos e o tempo sempre os mais variados, e às vezes dariam história ótimas, a questão é que algo faz com que percam a poesia no sentir e relatar o que acontece ao seu redor.
Não sou nenhum escritor, mas como blogueiro não foi diferente. Passei um bom tempo sem sentir a poesia das coisas, sem reparar um mundo em constante estado metamórfico a minha volta e seus preciosos ensinamentos; perdi a capacidade analítica e descritiva das coisas. O interessante, é que eu sabia que tudo ainda estava ali, sentia falta da forma que sempre agi, mas estava cego, e mudo em relação à vida.
Meus textos, aos poucos estou voltando a escrever, mas me pergunto “quantas vezes estive cego em relação a vida, e as vidas das pessoas que amo?”
Às vezes agimos como se nada mais existisse, como se fossemos imunes à realidade, pelo simples fato de não querermos sair da prazerosa zona de conforto que nossa alienação nos oferece. Não vemos, não ouvimos, não conhecemos logo não precisamos nos preocupar em ajudar, e ainda nem sentimos peso na consciência por isso, é como se justificássemos nossa apatia com uma ignorância planejada.
Não estou falando de realidades distantes, de pessoas desconhecidas, ou de fatos isolados; estou falando de mim, talvez de você, faça o teste: “como estão se sentindo seus três melhores (ou mais próximos) amigos?”, “qual é o maior problema deles?”, “como as pessoas ao meu redor têm me visto?”, você tem a resposta pra essas perguntas? E olha que te garanto que são as mais banais, que qualquer um deveria saber...Mas não se sinta culpado, acontece com todos. A questão é a nossa reação. Cair todos caem, mas a nobreza esta nos que levantam.
Não sou nenhum escritor, mas como blogueiro não foi diferente. Passei um bom tempo sem sentir a poesia das coisas, sem reparar um mundo em constante estado metamórfico a minha volta e seus preciosos ensinamentos; perdi a capacidade analítica e descritiva das coisas. O interessante, é que eu sabia que tudo ainda estava ali, sentia falta da forma que sempre agi, mas estava cego, e mudo em relação à vida.
Meus textos, aos poucos estou voltando a escrever, mas me pergunto “quantas vezes estive cego em relação a vida, e as vidas das pessoas que amo?”
Às vezes agimos como se nada mais existisse, como se fossemos imunes à realidade, pelo simples fato de não querermos sair da prazerosa zona de conforto que nossa alienação nos oferece. Não vemos, não ouvimos, não conhecemos logo não precisamos nos preocupar em ajudar, e ainda nem sentimos peso na consciência por isso, é como se justificássemos nossa apatia com uma ignorância planejada.
Não estou falando de realidades distantes, de pessoas desconhecidas, ou de fatos isolados; estou falando de mim, talvez de você, faça o teste: “como estão se sentindo seus três melhores (ou mais próximos) amigos?”, “qual é o maior problema deles?”, “como as pessoas ao meu redor têm me visto?”, você tem a resposta pra essas perguntas? E olha que te garanto que são as mais banais, que qualquer um deveria saber...Mas não se sinta culpado, acontece com todos. A questão é a nossa reação. Cair todos caem, mas a nobreza esta nos que levantam.
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